Recentemente mudei de emprego e carimbei, com isso, meu cartão de milhagem das cias aéreas brasileiras. Tenho viajado bastante, o que é muito bom por proporcionar conhecer novos lugares e pessoas, sempre tem um assunto ou pessoa interessante puxando assunto, é só ter um livro na mão, e um sorriso simpático no rosto.
Mas não é sobre as belezas de viajar quer vim escrever, é sobre o lado ruim.
Tem gente que acha que viver viajando é bom. Esclareço: não é! Vamos concordar não ter paradeiro, não er destino, não ter casa, viverem hotel e aeroporto não é fácil, é solitário, é deprimente...
O glamour dos aeroportos já foi faz tempo, hoje o avião é uma espécie de ônibus apertado e com amendoin de lanche. Ok, chega-se mais rápido, mas chega-se cansado. Um vez, conversando com uma pessoa num vôo, muito tempo atrás, discutíamos o porque um vôo cansa tant, concluímos que isso ocorre porque o ser humano não foi feito, em sua estrutura biológica, a andar em tanta velocidade. Isso em parte é culpa da era de aquário, e estamos sofrendo por isso.
Além da velocidade, os aeroportos, longe do caos aéreo de outrora, é tumultuado, cheio, e cheio de atrasos. Quem gosta de ficar uma hora parado em solo numa cidade que só foi vista por cima... ninguém! ISSO NÃO É GLAMOUR!
Passar um fim de noite, depois de um longo dia de trabalho, num quarto de hotel, jantando só, isso é realmente desalentador. É diferente estar só mas em casa. Hotéis são impessoais e deprimentes. Esses estabelecimentos só valem quando acompanhado, mas muito bem acompanhado.
Os aeroportos, no meio disso tudo, não ajuda. Já passei, no Brasil, por alguns aeroportos, de cidades ricas, pobres, grandes e pequenas, e posso afirmar que não existe glamour, mas tem confusão, calor, atrasos, fome e horas de sala de embarque.
Crise aérea? não sei... mas que não é prazeroso, não é mesmo....
Talvez no resto do mundo seja melhor, mas nas terras tupiniquins... é outra história.
E tem gente que deseja isso... mas não sabe o que esta desejando.
sábado, 13 de setembro de 2008
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
domingo, 24 de agosto de 2008
Crise Judiciária
Dias atrás perdi um processo que tinha um advogado conhecido tomando conta. Não é a primeira vez que isso acontece, mas houve perdas por decisões judiciais e que não cabiam a nós recorrer. Este último caso, foi descaso mesmo. Explico.
Eu ingressei contra uma empresa que trabalhei pois eu fui explorado e saí por falta de pagamento de salário e despesas, e nada mais justo que cobrar. Na 1ª audiência cheguei atrasado por conta do trânsito e do exôdo urbano diário agravado por um acidente numa das principais vias da cidade. Foi marcada nova audiência, e embora eu tivesse enviado número de celular e ele ter acesso aos meus e-mails, endereço, etc., ele esqueceu de avisar-me sobre a audiência, e marcar o horário para que pudéssemos nos encontrar e ajustar os últimos detalhes. Ele não o fez pois esqueceu de anotar meu novo número de celular.
Resultado para mim: prejuízo.
Resultado para ele: nenhum, exceto que é um profissional que não indico a qualquer amigo ou inimigo, e que se souber de alguma oportunidade de trabalho não é a pessoa que será indicada.
É claro que esse momento seria interessante receber os meus direitos, mas não receberei, e com certeza recuperarei isso em pouco tempo, não é disso que minha vida se tornará uma catástrofe financeira... é claro que dinheiro a mais nunca é mal, mas eu supero... o que não sei se acontecerá com ele, pelo simples motivo que a falta de habilidade profissional o fará perder a confiança de clientes, e numa profissão super disputada isso será um degrau a mais para descer.
Realmente gostaria que ele e recuperasse disso, e aprendesse com esse erro, nada de errar o mesmo erro duas vezes, pois a primeira vez é humano, a segunda é burrice.
O problema dos profissionais atuais é que eles não aprendem com seus erros, não se empenham em melhorar, estão todos em inércia constante, principalmente a carreira jurídica, recheada e povoada de profissionais incompetentes.
Vejo muitos colegas reclamando da qualidade salarial da carreira, da falta de oportunidades, de marasmo profissional, mas nenhum deles têm objetivos definidos, não sabem o que querem, nem onde querem estar... o não saber como chegar é normal, mas sem os meios pode se chegar ao fim, mas nada adianta ter os meios e não um ponto de chegada... a falta de objetivos transforma os formandos atuais em pessoas e profissionais cretinos que vemos as consultorias de RH recheadas por ae.
Esses profissionais deveriam aproveitar esse exodo urbano todo e se juntar para ir a lugar algum, mas longe de mim. Sério, me irrita burrice e incompetência. Nada pior que isso. Outros defeitos podem ser corrigidos, mas esses não. é natural, é genético, é cultural, é intrínseco à alma profissional e pessoal das pessoas, lutar contra isso é a piracema do ser humano, alguns podem conseguir, mas muitos ficarão pelo caminho derrubados pela seleção natural.
Perdi o processo pois não fui na audiência no processo que promovi. Perdeu a justiça que não pôde fazer a empresa pagar pelo seu abuso do poder econômico. Ganhou a empresa, que saiu impune, mais uma vez, pelo que fez aos seus funcionários.
Que tudo encontre a ordem natural do mundo, e seja feita a justiça.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Crise de exodo urbano
Uma amiga diz que vive no maior êxodo de toda a história... eu não a entendia o que ela falava. Trabalhava perto de casa e não sentia todo esse movimento da cidade... Hoje entendo e me espanto com a quantidade de carros na rua, não é normal o rádio dar a notícia com um certo prazer sádico de anunciar 200 km ou mais de congestionamento. Toda uma cidade em margem lenta.
Tenho pensado no que é o transito e quem é o culpad. Bem, o capitalismo tem toda a culpa sobre isso, explico:
1) todos desejam ter carros para ostentar seu poder aquisitivo de pagar 72 parcelas a 2% ao mês
2) as fábricas de automóveis querem quebrar recordes de vendas e lucros
3) as empresas de petróleo querem vender mais combustíveis e ter mais lucros
4) os vendedores das vias, que lucram com os salgadinhos sem-vergonha vendidos por ae
5) os fornecedores de salgadinhos sem vergonha, que querem vender mais e fazer lucros
6) os motoboys que querem vender seus serviços rápidos para os funcionários parados no transito e ter mais lucro
7) as empresas farmacêuticas, que precisam vender remédios de pressão e para infarto
8) as construtoras que reformam as vias públicas destuídas pelo pesado trânsito de veículos
9) as TVs, rádios e demais meios de comunicação que lucram com a audiência quando anunciam os recordes de trânsito
10) os anunciantes dos meios de comunicação que fazem propaganda nos programas que anunciam o caos no trânsito
11) as academias que ganham com pessoas presas no trânsito e resolvem fazer academia
12) shopings, cursos e afins que faturam com as pessoas que precisam desestressar do transito gastando...
poderia ficar aqui falando muitos outros motivos, mas o transito da rede me faz para no próximo semáforo...
Tenho pensado no que é o transito e quem é o culpad. Bem, o capitalismo tem toda a culpa sobre isso, explico:
1) todos desejam ter carros para ostentar seu poder aquisitivo de pagar 72 parcelas a 2% ao mês
2) as fábricas de automóveis querem quebrar recordes de vendas e lucros
3) as empresas de petróleo querem vender mais combustíveis e ter mais lucros
4) os vendedores das vias, que lucram com os salgadinhos sem-vergonha vendidos por ae
5) os fornecedores de salgadinhos sem vergonha, que querem vender mais e fazer lucros
6) os motoboys que querem vender seus serviços rápidos para os funcionários parados no transito e ter mais lucro
7) as empresas farmacêuticas, que precisam vender remédios de pressão e para infarto
8) as construtoras que reformam as vias públicas destuídas pelo pesado trânsito de veículos
9) as TVs, rádios e demais meios de comunicação que lucram com a audiência quando anunciam os recordes de trânsito
10) os anunciantes dos meios de comunicação que fazem propaganda nos programas que anunciam o caos no trânsito
11) as academias que ganham com pessoas presas no trânsito e resolvem fazer academia
12) shopings, cursos e afins que faturam com as pessoas que precisam desestressar do transito gastando...
poderia ficar aqui falando muitos outros motivos, mas o transito da rede me faz para no próximo semáforo...
terça-feira, 5 de agosto de 2008
crise de saúde
Acabo de receber uma notícia triste, um familiar, uma criança passou por uma séria cirurgia e está internado na UTI de um hospital muito longe de onde estou agora. Isso me entristece por vários motivos.
O primeiro motivo é que neste momentos percebo quão ruim é estar longe da família, para dar apoio ou receber quando necessário. Normalmente família é sinal de muita confusão, barulho, intrometimento, brigas, risos, choros, e tudo mais a que se tem direito.
O segundo motivo é uma certa inconformação sobre o porque de uma criança precisar sofrer esse tipo de coisa. Eu acredito em reencarnação e carma mas mesmo assim é difícil entender o sofrimento de alguém que nesta vida não fez mal a ninguém, não causou sofrimentos ou qualquer coisa do tipo.
Tantas pessoas que nesta vida provocaram tantas desgraças e sofrimentos e que sorriem para todos e aproveitam o mundo, em sua versão mais requintada que me causa dor ver uma criança passar por isso.
Imagino o que passa pela cabeça dos pais neste momento de sofrimento e ansiedade, de quanta culpa devem estar sentindo, pelos presentes que deixaram de comprar, pelos passeios que deixaram de fazer, pelas risadas que deixaram de dar, pelos momentos perdidos do filho e que não terão nunca mais.
Pode ser que não passe de um susto, com um final feliz, mas que só terá efeitos positivos se mudarem as atitudes, para que da próxima vez que um susto acontecer não passem por essa ansiedade novamente.
Não digo que eles são maus pais, nem que todos os pais que passem por isso sejam bons pais. São humanos e erram e acertam, mas nos momentos de medo visualizam apenas os seus erros.
Já, no passado, a família perdeu uma criança e foi duro superar. Não é fácil, mas não é impossível.
A alegria do apoio da família é incontestável, mas incondizente com a dor do momento. Mas é o que permite continuar.
A esperança da cura é o motor da fé, que a própria ciência já admite ter efeitos inexplicáveis sobre a saúde das pessoas, mas como criar esse sentimento em uma criança que não entende o que acontece.
Uma criança deveria ser poupada, até o momento em que, num dia, com mais consciência do mundo descobriria o carma de sua vida. Toda criança deveria ser absolvida dos seus pecados passados, até entender o mundo. Todo adulto deveria proteger esses pequenos seres (neste caso, mesmo sem os itens anteriores é lei e mantém a sociedade em ordem). Casos como os Nardoni, se comprovados verdadeiros os fatos alegados, devem ser punidos em todos os sentidos, no humano e no cósmico.
Mas na próxima encarnação, esses seres capazes de tais atrocidades, deveriam, na próxima oportunidade, um período de adaptação a esse mundo.
Só me resta rezar que este susto na saúde da pequena criança termine da melhor forma, e seja apenas mais um capítulo com final feliz na história da família.
Só me resta rezar que este susto na saúde da pequena criança termine da melhor forma, e seja apenas mais um capítulo com final feliz na história da família.
domingo, 3 de agosto de 2008
crise de estrelas
Essa semana, num vôo de volta para casa à noite, fiquei observando pela janela do avião e vi muitas cidades no caminho que não conheço e que provavelmente nunca conhecerei, por falta de tempo, oportunidade ou mesmo indicação. Mesmo me prometendo conhecer um novo lugar a cada ano, o tenho feito, à trabalho, mas também preciso fazer por prazer.
Mas no caminho, vendo aquelas luzes acesas e o céu sem estrelas senti como se tivessem invertido as idéias do mundo, como se o céu fosse a terra e a terra fosse o céu. Como se louvar ao superior tivesse virado uma clausura ao nosso umbigo, o mais importante é o nosso eu individual e não mais o coletivo, pelo menos no Brasil, e percebo que no mundo capitalista isso não difere muito, com algumas exceções esporádicas e culturais.
Peguei-me pensando nas vidas de cada uma daquelas estrelas que representava cada luz acesa nas cidades, e nas sociedades das constelações ligadas por estradas invisíveis na escuridão da noite. Em quantas alegrias e desgraças cada uma delas deveria estar, a solidão de algumas e a confusão de outras em condomínios verticais. Vi luzes das cidades iluminando o céu que não retribuía com o brilho das estrelas ou da lua.
Há tanta coisa invertida nesse mundo, que o amor não é mais valorizado, exceto se for o amor por uma roupa da próxima coleção de NY, Paris, Tókio ou SP, não se ama ao próximo, não se ama a Deus, Jeová, Buda, Santos, Anjos, Deuses ou outras entidades que nos embutem uma certa carga ética, não se ama sequer o país, tentando todos a tirar proveito próprio da “pátria amada Brasil”. Todos desejam fama e riqueza, mas não se olha a luz vizinha, se ela está se apagando de tristeza, necessidade ou solidão.
Nós somos estrelas solitárias num céu vazio, e do que isso vale à pena?
Minha vida nas últimas semanas passou por mudanças radicais e situações intensas, e posso dizer que isso foi, em grande parte, por excesso de egocentrismo. Amor próprio é bom e protege do mundo, mas é preciso saber se deixar amar. Estou aprendendo isso. Deixar ser amado. Deixar que uma estrela se aproxime, e que junto com ela, cada um refletindo o brilho d’outro para que ele aumente e imunde os próximos com nosso amor. Estava tão preocupado com meu brilho que esqueci das outras estrelas. Não sou um monstro. Não sou um anjo de inocência. Apenas me deixei levar por emoções que imundaram meu coração com muita informação e meu ego se atrapalhou.
Amar e deixar ser amado, com sinceridade e intensidade é escolha, é oportunidade é felicidade. Não é fácil escolher. A liberdade d’alma e a liberdade de ser amado e amar, e voltar porque se ama. Deixar ir para voltar. Iluminar para ser iluminado. E então, o céu, sendo tão iluminado por luzes fortes pode voltar a ser o que era, nosso guia e a morada dos corações apaixonados.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
crise de solidão
Lendo o texto de um amigo sobre a solidão no blog Pensamentos, eu fiquei pensando sobre o assunto, sobre estar sozinho, solitário.
Muitos não gostam desse sentimento, não gostam sequer de parar a vida agitada e metropolitana que levam. Gostam de estar acompanhados, nos lugares da moda, vestidos como a massa, com a marca da moda, no carro mais bonito, comendo no restaurante indicado pela revista. São os homens VIP e as mulheres CLAUDIA que fazem o que essas revistas mandam.
No fundo são pessoas vazias e que têm medo de estarem na presença de sua própria companhia.
O homem é em regra um ser social, precisa dessa rede para sobreviver, foi sempre assim, andamos em bando a muito tempo, mas concordo que muito de nossas vidas é apenas com a presença de nós mesmos. Só nós podemos resolver nossos problemas, crises, angústias, podemos, no máximo, termos uma ajuda profissional, um ombro amigo, mas só a nós aquilo atingirá no íntimo, ao apagar das luzes no quarto de uma casa qualquer.
As pessoas que não gostam da solidão é porque não gostam de si próprios ou porque têm uma imagem distorcida de si. Certa vez vi um ditado que dizia que “uma carruagem que faz muito barulho quando passa é porque está vazia”. Concordo. Quanto mais temos conteúdo mais silêncio espalhamos. O auto-conhecimento traz serenidade.
Claro que, como tudo, em excesso pode tornar-se uma doença, levar à depressão. Se tornar anti-social não é a solução para o auto-conhecimento, precisamos experimentar, acertar, errar muito, e assim por diante. Não temos um chip programado para ativarmos: auto-conhecimento instantâneo. Isso requer trabalho e dedicação.
Aristóteles, em seu tratado “ética a nicômaco” ensina que o que vale sempre é o equilíbrio, em tudo, e ele está certo, e a já faz um tempo.
Solidão em doses corretas faz bem para a alma, nada melhor que desfrutar de sua excelente companhia, seja num dia bom, seja num dia ruim, mas também muito bom compartilhar com seus amigos.
Muitos não gostam desse sentimento, não gostam sequer de parar a vida agitada e metropolitana que levam. Gostam de estar acompanhados, nos lugares da moda, vestidos como a massa, com a marca da moda, no carro mais bonito, comendo no restaurante indicado pela revista. São os homens VIP e as mulheres CLAUDIA que fazem o que essas revistas mandam.
No fundo são pessoas vazias e que têm medo de estarem na presença de sua própria companhia.
O homem é em regra um ser social, precisa dessa rede para sobreviver, foi sempre assim, andamos em bando a muito tempo, mas concordo que muito de nossas vidas é apenas com a presença de nós mesmos. Só nós podemos resolver nossos problemas, crises, angústias, podemos, no máximo, termos uma ajuda profissional, um ombro amigo, mas só a nós aquilo atingirá no íntimo, ao apagar das luzes no quarto de uma casa qualquer.
As pessoas que não gostam da solidão é porque não gostam de si próprios ou porque têm uma imagem distorcida de si. Certa vez vi um ditado que dizia que “uma carruagem que faz muito barulho quando passa é porque está vazia”. Concordo. Quanto mais temos conteúdo mais silêncio espalhamos. O auto-conhecimento traz serenidade.
Claro que, como tudo, em excesso pode tornar-se uma doença, levar à depressão. Se tornar anti-social não é a solução para o auto-conhecimento, precisamos experimentar, acertar, errar muito, e assim por diante. Não temos um chip programado para ativarmos: auto-conhecimento instantâneo. Isso requer trabalho e dedicação.
Aristóteles, em seu tratado “ética a nicômaco” ensina que o que vale sempre é o equilíbrio, em tudo, e ele está certo, e a já faz um tempo.
Solidão em doses corretas faz bem para a alma, nada melhor que desfrutar de sua excelente companhia, seja num dia bom, seja num dia ruim, mas também muito bom compartilhar com seus amigos.
terça-feira, 15 de julho de 2008
Crise de Mudanças
Esse ano minha vida passou por uma revolução. Muita coisa mudou, foi mudada, e está em mudança.
Para começar, coisas pequenas: carro, celular, roupas novas. Depois veio a revolução, principalmente nos últimos dias. Mudança de emprego, de endereço e até de provedor de internet rolou, e sei que não terminou, pelo contrário, tudo está só começando.
Eu não sou do tipo que fica em casa olhando a vida passar, só de vez em quando para recarregar as energias é bom contemplar a vida e o mundo, mas em regra não espero que as coisas aconteçam, gosto de fazer acontecer. O marasmo, a mesmice é um dos fatores mais irritantes para mim e a mudança, o novo, é oxigênio para a minha mente.
Nem sempre a mudança física é necessária, por vezes resolvemos pela mudança de postura, em auto-conhecimento, em um olhar diferente para a vida. É essa a magia para estar sempre jovem, e nada de botox na cara, é energia para a alma que vale à pena.
Raul Seixas já descreveu em poesia a metamorfose ambulante que devemos ser para não morrermos, se não fisicamente, pelo menos espiritualmente. Eu acredito que estamos no mundo para evoluirmos, melhorarmos, adquirir conhecimento, mudar... acho que por isso que eu adoro as mudanças.
Conheço pessoas que sofrem quando percebem que precisarão mudar, que tentam fugir às mudanças, que transformam isso num calvário, e que perdem a oportunidade, o momento, deixam de crescer, ficam presos à velhas histórias, magoas, e tristezas e nunca aprendem a ser feliz de novo.
Quando temos mudanças físicas, de emprego, casa, etc., temos a oportunidade de avaliarmos nossos “Lixos” descartá-los, e o que puder ser reciclado, enviado para doação, etc., que seja dado o destino. Só ficar com o que realmente precisamos.
Na nossa vida é assim, precisamos fazer esses exercício de mudança constantemente para que nossas bagagens não fiquem por demais pesadas!
Para começar, coisas pequenas: carro, celular, roupas novas. Depois veio a revolução, principalmente nos últimos dias. Mudança de emprego, de endereço e até de provedor de internet rolou, e sei que não terminou, pelo contrário, tudo está só começando.
Eu não sou do tipo que fica em casa olhando a vida passar, só de vez em quando para recarregar as energias é bom contemplar a vida e o mundo, mas em regra não espero que as coisas aconteçam, gosto de fazer acontecer. O marasmo, a mesmice é um dos fatores mais irritantes para mim e a mudança, o novo, é oxigênio para a minha mente.
Nem sempre a mudança física é necessária, por vezes resolvemos pela mudança de postura, em auto-conhecimento, em um olhar diferente para a vida. É essa a magia para estar sempre jovem, e nada de botox na cara, é energia para a alma que vale à pena.
Raul Seixas já descreveu em poesia a metamorfose ambulante que devemos ser para não morrermos, se não fisicamente, pelo menos espiritualmente. Eu acredito que estamos no mundo para evoluirmos, melhorarmos, adquirir conhecimento, mudar... acho que por isso que eu adoro as mudanças.
Conheço pessoas que sofrem quando percebem que precisarão mudar, que tentam fugir às mudanças, que transformam isso num calvário, e que perdem a oportunidade, o momento, deixam de crescer, ficam presos à velhas histórias, magoas, e tristezas e nunca aprendem a ser feliz de novo.
Quando temos mudanças físicas, de emprego, casa, etc., temos a oportunidade de avaliarmos nossos “Lixos” descartá-los, e o que puder ser reciclado, enviado para doação, etc., que seja dado o destino. Só ficar com o que realmente precisamos.
Na nossa vida é assim, precisamos fazer esses exercício de mudança constantemente para que nossas bagagens não fiquem por demais pesadas!
terça-feira, 17 de junho de 2008
Crise de ciúmes
Acho que foi o barão de itararé quem disse “ciúmes é muito mais ma questão de amo-próprio do que do próprio amor”... pode não ter sido ele, mas a frase faz muito sentido.
Tenho pensado muito nesse assunto, por diversas questões e não só por causa da minha vida. É um tema interessante e que movimenta as emoções e eleva as vozes no ardor da discussão. O ciúmes tem diversos níveis de intensidade e acontece em todos os tipos de relacionamento.
Já passei por várias situações de ciúmes, ora como autor, ora como vítima deste sentimento e em nenhuma das situações é uma boa experiência. O mais engraçado e você ter consciência do sentimento, nos motivos e porquês daquilo, mas da mesma forma que uma erva daninha ela vai se infiltrando e corroendo nossa alegria e amor próprio. Nos achamos os piores dos piores, os mais fracos, os mais feios, os mais deselegantes, os mais sem charme, os mais dos mais dos piores. Esse é o combustível do ciúmes.
Certa vez eu me deixei levar por esse sentimento e só causei dor a mim e a outra pessoa, mas foi impossível conter a explosão que aquele sentimento causava em mim, a sensação de que se eu não extravasasse o sentimento eu explodiria de tanta dor. Depois percebi que o veneno estava exatamente em falar.
Não conheço fórmulas, mandingas, amuletos que sejam capazes de nos proteger desse sentimento. Talvez o remédio esteja em amar mais ao próximo do que a si mesmo, entender que todos são livres e que voltam por desejarem a sua pessoa, que a fidelidade é resultado da decisão e não da natureza humana e que o ciúme pode ser resolvido internamente, antes de ser derramado para magoar seu amor, seu amigo.
O ciúme é uma praga que corrói o amor próprio e prejudica o amor ao próximo e o reflexo dele ao ciumento, que pessoa em sã consciência consegue suportar tantas crises de ciúmes que colocam o amor e fidelidade à prova a todo momento. O amor deve acompanhar o respeito e a confiança. Deve-se respeitar o amor-próprio e o amor-próprio do ente amado.
Neste assunto, tenho tantas dúvidas, minhas idéias parecem desagregadas, desesperadas e ciumentas entre si.
terça-feira, 10 de junho de 2008
crise de parque de diversão
Dia desses estive num grande parque de diversões de São Paulo e pude perceber algumas mudanças em minha vida e no meu ponto de vista da vida, são verdades cruéis, mas necessárias.
Aliás, a primeira percepção é que a vida é cruel e não dá trégua. Nunca fui muito fã de esportes radicais ou de altura, mas percebi que estou um pouco mais avesso à isso. Estou mais criterioso na escolha dos meus programas de diversão. Adoro um bom show, uma boa comida, e um bom papo com amigos. Domingo valeu muito mais pelas companhias do que efetivamente pelo Parque. Acho que é um reflexo da vida e das experiências que vamos tendo no nosso caminho, mas não é uma percepção fácil.
Concordo quando dizem que a idade está na cabeça, mas de acordo com os limites impostos pelo corpo e pela coerência. Hoje sou mais racional do que emocional. Valorizo a qualidade e intensidade mais do que a quantidade e assim por diante.
Algumas atitudes são comuns aos adolescentes e crianças, como as que estavam lá e que vemos por ae em shopings, nas ruas e escolas da vida, mas que não “caem” bem a uma pessoa de 60 ou 70 anos. Não é para todos “experientes” que cabem todas as roupagens. Eu por exemplo não fico bem, nem nunca fiquei de grounge, rockeiro, etc., sou mais despojado e clássico e não adianta mudar muito.
Uma outra percepção que nem todas as nossas lembranças são muito reais. Acho hoje o lugar menor do que lembrava, como acho mais perto a escola que freqüentei mais perto da casa que morei na minha infância. Acho hoje meus heróis menos perfeitos do que antigamente. Acho o amor mais racional do que meu primeiro amor. Alguém disse uma vez que cada um é o indivíduo e suas circunstâncias. Concordo em gênero, número e grau. Nosso ponto de vista muda no decorrer da vida, pois nossas experiências são diferentes, nossa posição é diversa, nossa bagagem emocional e cultural muito maior e são totalmente influentes sobre as novas experiências.
Hoje discutia com amigos que nunca casamos com nosso maior amor, pois foi o primeiro, era focado na figura objeto de nossa exaltação e endeusamento. Mas casamos com a pessoa que combina com a gente, que nos agrega conhecimento, experiência, força, que o entorno torna nossa vida melhor. Não consideramos apenas a pessoa mas tudo aquilo que ela representa. Racionalizamos mais, mesmo quando estamos sendo emocionais, inconseqüentes, e apaixonados. Somos capazes de analisar a situação (na maioria das vezes).
Mas essa percepção é complemento da primeira, e só existe por causa da crueldade da vida que nos tira a inocência.
A terceira opção que tive é que a população esta cada dia mais gorda. Poucos eram as pessoas dentro do peso ideal, eram famílias, grupos, crianças, adultos, jovens e todo o grupo de pessoas acima do peso. Imagine que é um lugar em que a renda média é alta, não vemos pessoas das classes mais desprovidas. É a representação da classe média brasileira e ela está doente. Se de um lado vemos a ditadura da moda da magreza, temos um batalhão de pessoas engordando por sedentarismos, alimentação desbalanceada, fastfood e tudo que a cultura americana nos proporciona.
Não sou exemplo de atividade física, sempre fui meio sedentário, prefiro o prazer de um livro, um restaurante à masturbação embelezatória das academias, mas tento me cuidar na alimentação, cuido do meu peso, vou regularmente ao médico, preocupo-me com minha aparência, mas principalmente com a minha saúde.
Vemos hoje uma juventude entupida, gorda, mimada e que será manipulado pela mídia. Tenho medo do futuro. Gostaria de ver uma revolução intelectual da base da pirâmide para cima. Gostaria de ter provas de que estou errado, mas temo que minha fé pelo equívoco não será derrubada e teremos provas que as piores previsões tornaram-se realidade.
A quarta e última percepção é que um sábado no parque pode proporcionar muito mais que passeios em brinquedos radicais. Pode ser uma aula de sociologia ao ar livre. É só parar, perceber e pensar.
Aliás, a primeira percepção é que a vida é cruel e não dá trégua. Nunca fui muito fã de esportes radicais ou de altura, mas percebi que estou um pouco mais avesso à isso. Estou mais criterioso na escolha dos meus programas de diversão. Adoro um bom show, uma boa comida, e um bom papo com amigos. Domingo valeu muito mais pelas companhias do que efetivamente pelo Parque. Acho que é um reflexo da vida e das experiências que vamos tendo no nosso caminho, mas não é uma percepção fácil.
Concordo quando dizem que a idade está na cabeça, mas de acordo com os limites impostos pelo corpo e pela coerência. Hoje sou mais racional do que emocional. Valorizo a qualidade e intensidade mais do que a quantidade e assim por diante.
Algumas atitudes são comuns aos adolescentes e crianças, como as que estavam lá e que vemos por ae em shopings, nas ruas e escolas da vida, mas que não “caem” bem a uma pessoa de 60 ou 70 anos. Não é para todos “experientes” que cabem todas as roupagens. Eu por exemplo não fico bem, nem nunca fiquei de grounge, rockeiro, etc., sou mais despojado e clássico e não adianta mudar muito.
Uma outra percepção que nem todas as nossas lembranças são muito reais. Acho hoje o lugar menor do que lembrava, como acho mais perto a escola que freqüentei mais perto da casa que morei na minha infância. Acho hoje meus heróis menos perfeitos do que antigamente. Acho o amor mais racional do que meu primeiro amor. Alguém disse uma vez que cada um é o indivíduo e suas circunstâncias. Concordo em gênero, número e grau. Nosso ponto de vista muda no decorrer da vida, pois nossas experiências são diferentes, nossa posição é diversa, nossa bagagem emocional e cultural muito maior e são totalmente influentes sobre as novas experiências.
Hoje discutia com amigos que nunca casamos com nosso maior amor, pois foi o primeiro, era focado na figura objeto de nossa exaltação e endeusamento. Mas casamos com a pessoa que combina com a gente, que nos agrega conhecimento, experiência, força, que o entorno torna nossa vida melhor. Não consideramos apenas a pessoa mas tudo aquilo que ela representa. Racionalizamos mais, mesmo quando estamos sendo emocionais, inconseqüentes, e apaixonados. Somos capazes de analisar a situação (na maioria das vezes).
Mas essa percepção é complemento da primeira, e só existe por causa da crueldade da vida que nos tira a inocência.
A terceira opção que tive é que a população esta cada dia mais gorda. Poucos eram as pessoas dentro do peso ideal, eram famílias, grupos, crianças, adultos, jovens e todo o grupo de pessoas acima do peso. Imagine que é um lugar em que a renda média é alta, não vemos pessoas das classes mais desprovidas. É a representação da classe média brasileira e ela está doente. Se de um lado vemos a ditadura da moda da magreza, temos um batalhão de pessoas engordando por sedentarismos, alimentação desbalanceada, fastfood e tudo que a cultura americana nos proporciona.
Não sou exemplo de atividade física, sempre fui meio sedentário, prefiro o prazer de um livro, um restaurante à masturbação embelezatória das academias, mas tento me cuidar na alimentação, cuido do meu peso, vou regularmente ao médico, preocupo-me com minha aparência, mas principalmente com a minha saúde.
Vemos hoje uma juventude entupida, gorda, mimada e que será manipulado pela mídia. Tenho medo do futuro. Gostaria de ver uma revolução intelectual da base da pirâmide para cima. Gostaria de ter provas de que estou errado, mas temo que minha fé pelo equívoco não será derrubada e teremos provas que as piores previsões tornaram-se realidade.
A quarta e última percepção é que um sábado no parque pode proporcionar muito mais que passeios em brinquedos radicais. Pode ser uma aula de sociologia ao ar livre. É só parar, perceber e pensar.
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