domingo, 7 de junho de 2009

Crise de Presidência

Nesses últimos dias, depois do acidente com o avião da Air France, no vôo 447, tomei consicência de como nosso representante máximo da democracia brasileira, o nosso querido Lula, é um homem despraparado e com uma língua que não cabe na sua boca.
Fazer declarações de que o país que acha petróleo a 6km de profundidade pode achar uma caiza preta a 2km de profundidade não é adequada quando mais de 150 famílias choram a morte de seus entes. Enquanto o Presidente Francês cancela sua agenda para apoiar as famílias dos seus eleitores, o nosso cai na festa de posse de um presidente de um país qualquer, enquanto os demais brasileiros sofrem estarrecidos com os últimos fatos.
Nosso presidente tem uma língua enorme, e uma incapacidade maior ainda. Mas é reflexo da ignorância do nosso povo que adora a bolsa família, bolsa educação, bolsa gás, bolsa tudo e mais um pouco.
Sem cair na mesmice que no 1º mundo, mas vamos concordar, Nicolas Sarkozy e Obama são melhores que o nosso representante, que é famoso pelo mundo afora muito mais pela curiosidade dos nossos animais exóticos da fauna amazônica do que pelo desejo de te-lo como chefe.
Pense nele como presidente de uma grande empresa, de uma mutinacional em que você é trabalha. Acha que receberia seu bônus anual por causa do resultado da empresa, distribuindo tantos benefícios, investindo zero em treinamento, fazendo declarações que só fazem cair a cotação da empresa e a respeitabilidade da marca.
Mas percebo que o problema não é apenas no país, diversas empresas nâo tem profissionais habilitados no seu gerenciamento, seja no alto escalão como no médio escalão, e que só conquistaram sua posição devido ao tempo e à política que fazem de suas pseudo-habilidades inexistentes.
Enquanto isso vamos sendo gerenciados por incompetentes em todos os níveis, vendo nossas empresas tendo sucesso graças à sua base de trabalhadores, e o país crescendo, mesmo com seus governantes ineficientes, graças ao seu povo, que apesar de tudo, nao desiste nunsca.
Quem sabe um dia tenhamos um presidente melhor, num pais eficiente, com a sua graça e alegria de sempre... que o jeitinho brasileiro, seja apenas o gingado do carnaval das mulatas na passarela.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Crise de Sujeira

Dias atrás eu estava indo trabalhar em outra cidade, e no trânsito parado da Marginal Tietê em SP pude ter tempo de observar a cidade.

Percebi que a cidade de São Paulo está suja, sem amor, sem uma paixão que faça brilhar seus olhos e faça pulsar seu coração. A cidade está abandonada à sua própria sorte (ou azar), pois seus moradores a maltratam diariamente, "24x7" como dizem os americanos.

São Paulo não tem as belezas naturais do Rio de Janeiro, as luzes de Paris, o charme de Veneza, a tecnologia de Tókio ou o Poder de Nova York. São Paulo é megalópole em sua riqueza, ounjância e cultura. Tem mais musicais que a Brodway, mais carros que Los Angeles, mais gente que muitos países do mundo.

A cidade é cultura no coração e dinheiro na cabeça, é onde se vem para ganhar a vida, fazer a américa, poderia ser dito pelos nossos antepassados, mas não é onde se vem investir uma vida no futuro, é onde se ganha dinheiro no presente para ser abandonada no futuro.

São Paulo pulsa, e tal como outra cidade, nunca dorme para acolher os que buscam refúgio em suas veias fétidas dos esgotos entupidos, e nas derrames de águas pelos boeiros abertos nas chuvas de verão. A metrópole se entorpece com o gás carbônico dos veículos que cortam suas vias rápidas e velocidades cada vez menores.

Locomotiva nacional perde fôlego com os abusos cometidos pelos seus governantes, escolhidos por um povo despreocupado com a sua casa, que abandona sua mãe na primeira oportunidade, daqueles que ignoram o passado e que repetem os mesmos erros de sempre, deixando cicatrizes nos rostos tristes dos seus mais pobres filhos.

A cidade que tem o metro mais caro da cidade, não respeita seus moradores menos abastados, joga-os a condições miseráveis para manter-se suprema na sua punjância desregrada da grifes internacionais.

São Paulo é puta dos teus filhos, que a violentam com tal intensidade, que só resto aos teus pais chorarem do alto dos templos e alicerces da cidade.

Mas esta mesma terra, tem seus bons filhos, que em minoria tentam valorizar os frutos colhidos, que amam as suas oportunidades, suas belezas raras, encondidas na alma de sua gente, na arquitetura dos teus criadores, na lição dos teus mestres, na inocência de suas crianças.

A cidade renasce das cinzas da poluição a cada nascente de sol para a esperança dos que nela chegam, para que o sopro de sua juventude na cidade possa salvar sua alma combalida.

A terra da punjancia, tenta fazer sobreviver seu colorido diante de tanto cinza e pixadores, que tal como bandidos, judiam daquela que os acolhe, e a cidade, como boa mulher de malandro continua tentando viver aos tapas e barrancos, sem derramar uma lágrima.

Ao me deparar com tamanho descaso, me peguei perguntando se valia a pena amar maltratada cidade... e após um pouco de reflexão conclui que cada um demonstra seu amor de forma distinta... só não entendo os que amam destruindo...

sábado, 9 de maio de 2009

Crise de Partidas e Chegadas

Dia desses viajando a trabalho a som de Maria Rita, ouvi a música Chegadas e Partidas (ou coisa que o valha) e fiquei pensando na vida, como uma plataforma e pensando nas pessoas e coisas que chegaram e partiram, e não pude deixar de concordar com a letra da música que o mesmo momento que para uns é chegada, para outro é a partida.
Temos isso em vários aspectos da vida. Precisamos sair de um emprego, nos despedir de amigos, da zona de conforto, dos animados almoços para poder partir para um nova oportunidade, para aprender mais, fazer novos amigos, vencer novos desafios. Às vezes essas escolhas podem nos levar à solidão do sucesso ou a repugnância do fracasso.
O mesmo acontece em outros aspectos de nossa vida. Perceba, quantas vezes precisamos deixar um hábito para trás porque ele simplesmente não cabia na nova situação? Choras porque não quer comer brócolis, porque não ganhou o presente desejado, beijar todo mundo numa noite de festas, fazer rachas na rua, passar horas na frente do videogame (alguns amigos ainda não passaram dessa fase), receber mesada, não ter responsabilidade, ser inconsequente, e assim por diante. Quando vamos amadurecendo, algumas características simplesmente deixam de fazer sentido. Não porque nos tornamos mais chatos, velhos, menos engraçados, mas a experiência nos faz mudar pontos de vista, analisá-los por outro ângulo, e aquela piada do ponto amarelo no meio jardim para de te fazer rir até chorar.
A vida nos faz elevar a barra de expectativas, de desejos, de desafios. Mas para permitirmos isso, o novo, o inovador, vencer o desafio, é necessário superar os antigos, o passado. Deixar partir, considerando o passado como um degrau para o próximo andar.
Dizem que não conhecer a história é repetir sempre o mesmo erro. E embora seja usado para explicar a importancia da história mundial, deve ser usado no microcosmos da nossa vida.é necessário deixar partir, apreender as coisas boas, aprender com os erros, dar um aperto de mão e abraço forte, e seguir seu caminho.
Isso acontece também na vida amorosa. Quantas vezes na humanidade alguém se apaixonou por uma pessoa diferente com quem estava se relacionando e com medo da partida, resolveu segurar-se com todas as forças ao trem que queria partir e a plataforma do momento. Quantas corações ficaram mais estraçalhados pelo acidente do que se tivesse partido em paz.
Isso já aconteceu. E acontecerá sempre. E muitos corações serão destruídos, dos que ficam e deveriam ir, dos que vão e deveriam ficar, e dos que quiseram segurar os que partiam e os que ficavam.
A coragem para dar um passo adiante não é pequena. O ser-humano busca o conforto, a paz, não há coração que resista ao perigo sempre, que deseje estar sempre apaixonando-se, mas do que vale a pena se não é sincero o que você sente com quem está do seu lado. Claro, não se deve cair de cabeça em qualquer aventura, é necessário a ponderação, o meio termo, a paz de espírito, mas porque não alinhar isso com a paixão, com o amor, com a emoção de renovar, e com a sobriedade de deixar partir para que o novo entre.
Aprendi certa vez que a cada roupa nova comprada ou ganhada, devemos dar uma antiga. A mesma coisa deve acontecer com o amor, com o trabalho, com as oportunidades. A Cada coisa conquistada, devemos deixar uma para trás. A cada novo sonhado deve-se deixar no passado um sonho realizado, não devendo se gabar das conquistas do passado, mas orgulhar-se dos sonhos futuros, das metas realizáveis, do que está por vir, escrevendo em pedra os ensinamentos, e em areia as ofensas e elogios, que só servem para criar um disformismo de nossa imagem no espelho.
A questão toda, é deixar partir o que não queremos, para que possamos seguir ao próximo nível. Sem medo de fracassar, pois os fracassos só nos tornam mais fortes, e o sucesso só prova que nos tornamos melhores com o nosso passado.
É transformar nosa vida numa plataforma, deixando chegar quem quiser, mas liberando o embarque dos que desejam sair, e com um lenço branco, desejar, do fundo do coração que a viagem seja boa, e que a próxima plataforma seja melhor.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Crise de posts

nesses últimos dias comecei a escrever uns 3 posts, mas no meio eu me perco, não gosto, e apago tudo.

domingo, 26 de abril de 2009

O sentimento dos ultimos dias

It Must Have Been Love (tradução)
Roxette
Composição: Indisponível
Deve Ter Sido Amor
Deve ter sido amor...mas agora acabou
Deixe um suspiro no meu travesseiro,
Deixe o inverno para trás.
Acordei só, tudo estava quieto
Em meu quarto, e em toda a parte.
Toque-me agora, eu fecho meus olhos e fico sonhando...
Deve ter sido amor, mas agora acabou,
Deve ter sido bom, mas de alguma forma eu te perdi.
Deve ter sido amor, mas agora acabou,
Desde o momento que nos tocamos até nos separarmos.
Faça-me acreditar que estamos juntos,
Que estou amparada em seu coração
Mas por dentro e por fora, eu me tornei em água,
Como uma lágrima na sua palma da mão.
E é um forte dia de inverno, eu fico sonhando .
Deve ter sido amor, mas agora acabou,
Era tudo que eu queria, agora estou vivendo sem você.
Deve ter sido amor, mas agora acabou,
É onde a água flui, é onde o vento sopra.

domingo, 12 de abril de 2009

Crise Páscoa

Hoje é domingo de Páscoa, para os católicos um dia de ressurreição, de renovação. Essa semana também foi comemorado o Pessach, a "Páscoa Judaica", que significa passagem, e representa a passagem do anjo da Morte enviado por Deus para libertar o povo judeu da escravidão imposta pelos Faraós.
Acredito, mesmo não sendo um estudioso de religiões, ou mesmo um filósofo gabaritado, que ambos significam, de um jeito ou de outro, renovação e libertação. Jesus, ao libertasse da Terra, e subindo aos céus, cumpriu sua função para com a Humanidade.
O Anjo da Morte, ao matar os primogênitos egípicos, trouxe esperança a um povo, renovando sua fé e libertando de seu martírio, cumprinido sua função com seu povo.
Mas a nós, meros mortais, o que esperar da Páscoa? Dizemos que é momento de renovação, de perdão, que devemos purificar nossos corpos e almas. Mas como conseguir isso?
O Perdão é muito dificil de ser atingido, principalmente quando se trata de perdoar dos pecados próprios. Perdoar os outros é mais fácil, pois não se conhece as motivações internas, os sentimentos, quando se trata de perdão aos erros próprios, o nível é elevado, principalmente para pessoas que sofrem de um perfeccionismo extremo, que acreditam que devem errar o mínimo possível.
De vez em quando a vida nos ensina que esses obstáculos aparecem em nossas vidas apenas para mostrar que não temos total poder sobre nossas vidas. Mas como se perdoar quando provocou sofrimento a pessoas importantes em nossas vidas. Como atingir esse nível de evolução? Quanto se deve sofrer para entender como agir?
Desculpar é fácil, pois há uma ofensa menor, um drama particular que tem o intuito muito mais de confortar o outro, mas para perdoar é necessário passar por cima do sofrimento causado, entender e deixar no passado. Cobrar-se menos é um bom começo, mas é é um passo grande, e nem sempre temos essa envergadura de perna para dar.

domingo, 5 de abril de 2009

Crise de Armário

Conversando com uma amiga, a quem eu devia um café e que paguei com cerveja, conversávamos sobre os armários de nossas vidas, e vim pensando nisso. Precisamos mesmo escancarar nossos armários, abrir as caixas de pandora que todos temos dentro de nós para todos? Isso realmente é necessário?
Por que precisamos dar tanta satisfação de nossa felicidade, e consequente tristeza, a todos? A sociedade não é responsável por elas, principalmente pela nossa felicidade, mas tem alto percentual de responsabilidade em nossas tristezas.
Precisamos justificar nossos passos, e não simplesmente sermos nós. Há uma necessidade, em tempos de liberdade de expressão que sejam assumidas determinadas posições para que simplesmente possamos ser rotulados, etiquetados e assim viver à margem da sociedade.
Ou você se encaixa, ou não. simples. As variações em escla de cinza simplesmente não são aceitas, e por isso mesmo as pessoas exigem que mostremos nossos armários. Nossos segredos, nossas experiências particulares, os livros que lemos, os filmes que vimos, e as músicas que escutamos e que nos mudaramm todos querem ter acesso a eles.
Por que ter acesso a isso tudo? Não é pior saber tudo? Há certas informações que são sabidas, e que não precisam ser ditas e/ou ouvidas, pois provocam um turbilhão de sentimentos, principalmente a quem houve, pois sempre imaginamos que a dor alheia é insuportável, mas esquecemos que nosso organismo tem mecanismos automáticos para diminuir a dor.
Queremos fuçar as gavetas alheias e os cadáveres pindurados nos cabides dos armários dos que nos cercam para julgar diante da nossa bagagem pessoal. Por menos pré-conceituoso que seja, a pessoa sempre fará seu julgamento baseado na experiência pessoal, e não na do personagem analisado.
Queremos que as pessoas se assumam gays, country, roqueiras, "axezeiras", forrozeiras e assim por diante. Mas esquecemos que podemos ser tudo isso e mais, ou menos, dependendo da pessoa. Sâo Paulo, como uma metrópole mundial ainda nos permite um pouco de privacidade, e que você vista diversas máscaras, dependendo do ambiente alheio, e por serem muitos os armários a serem fuçados, é possível que o seu seja esquecido pela grande massa, mas nunca deixará de sofrer tentativas de abertura.
Todos querem que o próximo saia do armário, mas querem acompanhar isso, sentados confortavelmente dentro do próprio armário, trancado a 7 chaves, para não receberem qualquer respingo dos armários escancarados alheios.
E então me pergunto, você já saiu do seu armário?

domingo, 29 de março de 2009

Crise do Não

Dia desses estava assistindo a um programa na TV e o tema era o "não" e a dificuldade em ser usado, tanto no dar e no receber. E desde então tenho pensando muito nisso.

A questão chegou a mim justamente quando estava recebendo um não, de uma pessoa que prezo muito, mas que precisou me dar o não. Imagino o quão dificil deve ter sido esse processo de decisão e falar o não, tentando arrumar desculpas que pudesse magoar menos, deve ter arrumado várias razões para convencer-se de que aquele não deveria ser dado, e que ele deveria vir revestido de razões lógicas.

Quando eu recebi o não tive de respirar fundo, e aceitar com a desculpa que realmente aquilo era a melhor forma, que a rzão revestia a decisão de uma assertividade rara. Com um sorriso no rosto, mas o coração em pedaçoes precisei seguir meu caminho. Mas claro isso não desceu bem, um pedaço de mim não conseguiu aceitar. E ela percebeu, mas não pôde fazer nada para mudar a palavra jogada.

Normalmente quem dá um não tem tempo para decidir seus motivos, e como falar. Quem recebe não tem tempo para nada.

Na nossa cultura latina, temos tanto medo de magoar as pessoas que simplesmente não sabemos usar a objetividade do sim e do não, pelos simples motivos que devemos dize-los, na liberdade do seu significado, sem desculpas, precismos fazer rodeios, explicar tudo de tal forma que acabamos escolhendo as piores desculpas e as que provocam os maiores danos.

Exigimos que os outros entendam nossos desejos e motivos, e quando não acontece a contento, não conseguimos suportar e ficamos magoados com a reação.

Quando vamos terminar um romance, não dizemos simplesmente "acabou"! Dizemos que a vida, nossos objetivos, nosso trabalho, família, o sol, as férias, a roupa, o tudo, e colocamos numa mesma bandeja senvindo ao "abandonado". Não conseguimos admitir que o amor acabou.

Quando cansamos de algo, precisamos de tantas desculpas, que consomem nosso tempo sendo que poderíamos simplesmente dizer: não obrigado. Mas não queremos, não podemos e achamos insoso não desculpar e motivar.

Ainda estou superando um não, e tentando dar um outro, mas tudo isso é um processo longo.

crise de escrita

Desculpem a ausencia, mas tem explicações trabalhistas.
amanha teremos um novo texto

segunda-feira, 16 de março de 2009

Crise de perfeição

Dia desses recebi um texto sobre a mulher perfeita, sobre o que a sociedade espera da mulher moderna: ser delicada e forte, sensível mas sem chorar, ganhar muito dinheiro e continuar dependente do marido, em ser uma super mãe-educadora-esposa-profissional-gostosa-bem vestida-bem humorada-maquiada-perfeita. Pois bem, para os homens não é fácil também.
Hoje precisamos ser saudáveis, malhados, mas cultivar uma barriguinha para não sermos taxados de gay. Precisamos ter sucesso profissional, nos dedicar à empresa, mas ainda assim dedicar muito tempo à nossa família e amigos. Precisamos estar sempre disponíveis para a empresa, mas também estudar, comer, tomar banho e ter uma vida. Precisamos ser vaidosos, mas dentro de um limite que ninguém sabe qual é. Precisamos ser modernos e antiquados, tudo junto e ao mesmo tempo e agora. Precisamos ser super-homens-lindos-inteligentes-ricos-bem cuidados-rústicos-educados-enólogos-fashionistas tradicionais-amantes poderoso-românticos.
A era da informação tem feito de nós, seres humanos comuns, ordinários e de classe média prisioneiros da intensidade da vida. Precisamos conhecer o país, o mundo, fazer intercambio, e viajar ao exterior, nem que seja pacote da CVC para conhecer 28 países em 15 dias, apenas o essencial.
Antoine de Saint-Exupéry já dizia em “O Pequeno Príncipe” que o essencial é invisível aos olhos. Conhecer outros países só vale a pena para conhecer a sua cultura, seus gostos e seus cheiros. Mas as pessoas não querem isso. Querem tudo intenso. E isso tem provocado uma confusão no que desejamos de nossos homens e mulheres.
Queremos super-heróis em vez de gente ordinária e comum. Um amigo me disse que a beleza do Super-homem estava no “rebaixamento” a que ele se submetia, como um homem de super poderes pode disfarçar-se de humano comum se os humanos comuns que ganham super poderes se fantasiam de super-homens?
Estamos vivendo uma confusão tamanha que não sabemos quem somos nem o que queremos. Vemos a intensidade dos amores de novela e desejamos. Vemos a riqueza de “Caras” e desejamos. Vemos os sucessos de Holywood e desejamos. Mas será que queremos o que desejamos?
Queremos mesmos homens e mulheres perfeitos, que nunca nos surpreenderão com um defeito novo, com uma mania desconhecida?
Queremos a mesmice da perfeição da escultura de Rodin? Não é melhor o Salvador Dalí e sua visão do mundo?
Qual a essência do homem e da mulher contemporâneos? Talvez nosso âmago seja o mais vazio da história da humanidade, no exato momento da história que mais instrumentos temos para nos aprofundar, em que podemos nos conhecer melhor, em que desenvolvemos nossas ciências e tecnologias ao máximo do possível e a usamos ao mínimo desejado. Temos as ferramentas, mas não sabemos usar.
E por isso mesmo, desejamos que o conhecimento e atitude sejam transferidos por meio de chips pré-programados e pagos. Fazemos cursos pelo diploma e não pelo conhecimento. Compramos pela moda, não pelo gosto. Casamos pela sociedade, não pelo amor.
Somos todos super-heróis de uma história em quadrinhos cor de sépia, desgastados pelo excesso, que conta história nenhuma de um povo vazio e bonito.